Revanche brasileira agora só em 2014. É detalhe…

Detalhes são a justificativa de Dunga

Dunga disse, repetindo Carlos Alberto Parreira na Copa atrasada – também perdida bisonhamente novamente contra a França – que o futebol se resolve no detalhe. Parreira chegou a descobrir que gol é só um detalhe e foi mesmo, uma falha, um gol e adeus título de penta-campeão na Alemanha.

Agora, Dunga ficou sabendo que bastou a sequência de detalhes com falha de toda defesa, trombada de Julio Cesar com Felipe Melo, no primeiro gol da Holanda, expulsão provocada por  Felipe Melo e nova bobeira defensiva e o detalhe de na cobrança de corner, com sete jogadores brasileiros dentro da área, um deles dentro do gol,  no lado errado, os holandeses fizeram a festa e marcaram o gol da vitória. Mero detalhe, naturalmente.

Robinho, entre outros, na zona mista, onde jogadores dão entrevistas, também falou de detalhes e só faltou entrar o sobe som com Roberto Carlos cantando “Detalhes” para compor o ambiente e tornar ainda mais melosa a despedida brasileira de mais uma Copa do Mundo. Até Kaká que teria sido o melhor e nunca foi, destacou detalhes para explicar os fracasso dele e do grupo de Dunga. Foi demais, torcida brasileira…

Já os holandeses comemoraram em grande estilo e vão seguir em frente nas semifinais. Com mérito e sem desprezar qualquer detalhe.

Agora, nas histórias das 19 Copas do Mundo, Brasil e Holanda estão empatados e completaram quatro jogos decisivos. Em 1974, ganharam os laranjas mecânicas; em 1994, 20  anos depois, os brasileiros devolveram a derrota e fizeram 3 a 2, em Dalas, nos EUA. Em 1998, na França, o Brasil passou na frente com vitória nos pênaltis depois de empate de 1 a 1 com a bola rolando. E nesta sexta-feira, foi a vez de a Holanda empatar de novo com vitória sensacional de 2 a 1, de virada, em Port Elizabeth, na África. É lamentável, gente brasileira. Excesso de detalhes para Parreira e Dunga. A dupla que perdeu as Copas da Alemanha e da África do Sul seguidamente.

Brasil e Holanda fizeram em Port Elizabeth,  nesta sexta-feira, dia 2, a quarta partida oficial em Copas do Mundo desde 1930.  Anteriormente, os holandeses ganharam o primeiro confronto em 1974, na Alemanha, e os brasileiros conseguiram a desforra em 1994, nos Estados Unidos.  Já em 1998, na França, houve empate no tempo normal e na prorrogação,  mas o Brasil venceu a semifinal nos pênaltis e conquistando direito de ir à contra a França. Só que perdeu e feio, decepcionando  a torcida brasileira e os amantes do futebol de todo mundo. Era favorito, teve a confusão da escalação de Ronaldo, Il Fenômeno, e  os brasileiros choraram e sairam do estádio de cabeça baixa antes de a final acabar. Inacreditável…

No primeiro jogo, na Alemanha, na Copa de 1974,  o Brasil  era também franco favorito e defendia o título mundial – na verdade o tricampeonato no México com vitória de 4 a 1 em cima da Itália, no Estádio Azteca, na Cidade do México – e acabou perdendo para a Laranja Mecânica, que revolucionou o futebol, com um timaço armado pelo treinador Rinus Mitchells e que era comandado pelo atacante Cruyff, depois treinador de categoria e respeito mundiais. Os holandeses ganharam por 2 a 0, gols de Neeskens e Cruyff, e foram para a final que perderam para a Alemanha de Beckenbauer e companhia.

A Holanda de Rinus Mitchels jogou com Jongbloed, Haan, Van Hanegem, Janssen, Krol, Neeskens (Rinus Israel), Cruyff, Rensenbrink (De Jong), Reep, Rijsbergen e Suurbier. Já o Brasil de Zagallo jogou com Leão, Zé Maria, Luis Pereira, Marinho Peres e Marinho Chagas; Carpegiani, Valdomiro, Dirceu e Rivelino; Paulo César Caju (Mirandinha) e Jairzinho.

Já em 1994, Brasil e Holanda fizeram aquele que foi o jogo da decisão antecipada do título mundial na Copa dos Estados Unidos. Valeu também, como agora, pelas quartas de final da Copa’1994, o Brasil empolgado fez 2 a 0 com gols de Romário e Bebeto. Só que a Holanda reagiu e chegou ao empate, ainda no primeiro tempo, com gols de Bergkamp e Winter. No segundo tempo, Branco cobrou falta de fora da área e como havia prometido na véspera, fez  o gol da classificação para as semifinais e que valeu o título de tetracampeão na final com a Itália, nos pênaltis.

O Brasil jogou com Taffarel, Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí) e Zinho; Romário e Bebeto. A Holanda com Dick Advocaat jogou com De Goey, Rijkaard (Ronald de Boer), Koeman, Witschge, Wouters, Jonk, Valckx, Van Vossen (Brian Roy), Winter, Bergkamp e Overmars.

Na Copa de 1998, na França, como favorito e candidato ao pentacampeonato, quatro anos depois da sensacional vitória nos Estados Unidos, na cidade de Dallas,  aconteceu um novo duelo em Marselha. Ronaldo Fenômeno abriu o placar para o Brasil, só que no final do jogo, Kluivert empatou para a Holanda. Nos pênaltis, Taffarel defendeu as cobranças de  Cocu e Ronald de Boer e definiu o Brasil na final contra a França e para decepção dos brasileiros, vencida pelos franceses.

Brasil jogou com Taffarel, Zé Carlos, Aldair, Júnior Baiano e Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo e Rivaldo; Bebeto e Ronaldo. Técnico; Zagallo. A Holanda jogou com Van der Sar, Reiziger, Jaap Stam, Frank de Boer e Jonk; Davids, Ronald de Boer, Cocu e Bergkamp; Kluivert e Zenden. Técnico: Guus Hiddink .

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