Uruguai decide Copa América contra o Paraguai no domingo

O Uruguai vai decidir a Copa América’2011 neste domingo, dia 24 de julho, contra o Paraguai, no Estádio Monumental de Nuñes, em Buenos Aires. O time comandado por Forlán, quarto colocado na Copa da África do Sul, em 2010, é favorito e se vencer, vai assumir a liderança do futebol das América, com 15 títulos, superando a Argentina que ganhou 14 disputas e o Brasil que conquistou a competição oito vezes. Para ser finalista contra o Uruguai, que eliminou  Peru,  o Paraguai venceu a Venezuela, grande surpresa da primeira fase,  nos pênaltis, por 5 a 4, após empatar sem gols no tempo normal da semifinal e também na prorrogação, em Mendonza nesta quarta-feira, com muito frio e um jogo fraquíssimo.

Rei dos empates, o time da modelo Larissa Riquelme, que ficou famosa na Copa da África, e com atuação novamente destacada do goleiro Justo Villar, o Paraguai está na final da Copa América pela primeira vez desde 1979. Depois de mais um 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, o time paraguaio venceu a Venezuela por 5 a 3 na decisão por pênaltis, em Mendoza, e vai encarar o Uruguai, domingo, para ver quem ficará com o título. A partida terminou com brigas entre os jogadores e confusão no gramado.

A decisão do terceiro e quarto lugar, entre Peru e Venezuela, está marcada para este sábado, às 16h (hora de Brasília), em La Plata. Paraguai e Uruguai entram em campo no domingo, no mesmo horário, no Estádio do River Plate, em Buenos Aires. Finalista, a seleção paraguaia não venceu na Copa América: 0 a 0 com o Equador, 2 a 2 com o Brasil e 3 a 3 com a Venezuela, pela primeira fase, e depois 0 a 0 com a Seleção de Mano Menezes (2 a 0 nos pênaltis) e agora com os venezuelanos.

Maior surpresa da competição, a Venezuela foi superior em campo e poderia ter tido sorte melhor. A Vinotinto teve um gol anulado e acertou a trave de Villar três vezes. Como nas quartas de final contra o Brasil, o goleiro paraguaio Vilar brilhou novamente e defendeu pênalti  cobrado por Lucena na decisão em Mendonza. No final da partida, cenas lamentáveis: os jogadores das duas seleções se envolveram em confusão e ficaram no gramado trocando empurrões e agressões.

Antes de a bola rolar para Paraguai e Venezuela, na fria noite de Mendoza, os torcedores de Chile, Brasil e Argentina tentaram apoiar a Venezuela nas arquibancadas, mas os paraguaios dominaram a partida, conseguiram manter o empate de 0 a 0 nos 90 minutos de partida e na prorrogação. A Vinotinto, apelido da Venezula pela cor bordô de suas camisas,  até que tentou se impor com técnica e tática supreendentes, mas logo deixou o Paraguai dominar a disputa. A Venezuela após cruzamento da direita, que  Cichero ajeitou para Vizcarrondo abrir o marcador. Mas o bandeirinha marcou impedimento e frustrou a comemoração do time do presidente Hugo Chavez. Depois, aos 42 minutos,  Moreno cabeceou no travessão e no rebote Justo Villar fez grande defesa em chute de Rondón.

Ainda sem vencer na Copa América (empatou os três jogos da primeira fase e venceu o Brasil nos pênaltis, nas quartas de final), o Paraguai resolveu se arriscar mais no segundo tempo. E logo aos sete minutos teve uma boa oportunidade com Valdez, mas o goleiro Vega, da Venezuela, defendeu bem. A prorrogação começou com pressão da Venezuela. E a Vinotinto só não abriu o placar porque a trave, mais uma vez, não deixou. Aos três minutos, Fedor desviou chute de Maldonado e a bola bateu na trave direita. Dois minutos depois, Arango bateu falta e acertou de novo a trave. Santana levou o cartão vermelho por falta violenta. Ao final do primeiro tempo da prorrogação, venezuelanos e paraguaios se estranharam no centro do gramado, mas a briga foi controlada.Só que o segundo tempo teve clima quente, com faltas mais duras e cartões amarelos. Mas a Vinotinto não se intimidou e foi para cima mais uma vez do Paraguai. O gol venezuelano, no entanto, não saiu e a decisão da vaga na final da Copa América foi para as penalidades máximas.

Na hora da verdade, nos pênaltis,o paraguaio Justo Villar, que defendeu um pênalti na vitória por 5 a 3. Do lado paraguaio, Ortigoza, Lucas Barrios, Riveros, Martinez e Verón marcaram gols nos pênaltis. Pelo time venezuelano, Lucena errou e Maldonado, José Manuel Rey e Fedor converteram. Ao final da partida, uma cena lamentável: paraguaios e venezuelanos entraram em confronto e a policia argentina precisou interferir. Um jogo fraco, mas Paraguai acabou se tornando finalista e agora pode surpreender o Uruguai e até ser campeão sem vencer  ou novamente conseguir a façanha de empatar no tempo normal, na prorrogação e vencer nas penalidades. Um espanto…

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