Atlético decepciona, perde do Raja e vai disputar terceiro lugar em Marrocos

O sonho da conquista do título mundial de clubes, numa final em Marrocos, na África, virou um grande pesadelo e uma das maiores decepcõnes para a torcida do Clube Atlético Mineiro, em 105 anos de vida, nesta quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2013, em Marrakcech, no Grande Estádio.
 
O Atlético, bicampeão mineiro e atual campeão da Libertadores da América,  fracassou logo na estréia, nas semifinais da disputa internacional, ao perder de 3 a 1 para o surpreendente time do Raja Casablanca que eliminou antes o Monterrey do México, que todos apostavam como o adversário do time de Ronaldinho Gaúcho e companhia.
Com a derrota feia e que deixou sua torcida – que foi em massa para marrocos e lotou bares, restaurantes e boa parte do Estádio Independência, em Belo Horizonte -o time do técnico Cuca perdeu nesta quarta-feira por 3 a 1 para o Raja Casablanca, na semifinal, em Marrakech. O Galo jogou melhor  em parte do primeiro tempo, mas caiu muito de rendimento no final e perdeu sem dó nem piedade para o Casablanca, 
 
Com a vitória inesperada, o Raja Casablanca, deixou o torcedor marroquino  empolgado por ter conquistado o direito de ir para a final contra o Bayern de Munique, no final de semana, neste sábado, às 17h30, em Marrakesh. O Atlético que esperava ser finalista e ganhar o mundial de clubes tem de se contentar a jogar pelo terceiro lugar na competição, enfrentando o Guangzhou Evergrande, da China, também no sábado, às 14h30m, de Brasília.
 
” Foi um ano maravilhoso, mas é duro aceitar essa derrota assim. Agora é assimilar. O jogo foi parelho, as duas equipes tiveram muitas oportunidades de gol, mas eles concluíram melhor” resumiu Ronaldinho Gaúcho no fim do jogo enquanto Jô e Diego Tardelli pediram desculpas à torcida que foi a Marrocos e os milhões de atleticanos que sofreram com a derrota atleticana e o fim de o time mineiro conquistar o mundial de Marrocos.
 
O Atlético  fracassou como o Internacional, em 2010, quando a equipe gaúcha perdeu do africano Mazembe, do Congo, por 2 a 0, e sequer chegou à decisão. Essas são as duas únicas vezes em que a América do Sul ficou fora da final do Mundial de Clubes da Fifa. A Europa não decidiu o título apenas uma vez, em 2000, quando Corinthians e Vasco fizeram a final, no Maracanã.
 
O Raja Casablanca marcou primeiro aos 5 minutos do segundo tempo, em contra-ataque muito veloz. O atacante Iajour recebeu na direita, invadiu a área e bateu no canto direito de Victor, na saída do goleiro do Galo: 1 a 0. O  gol empate foi aos 17 minutos. Ronaldinho cobrou falta com categoria, a bola ainda bateu na trave esquerda, com o goleiro batido e entrou; 1 a 1. E aos 37 minutos, o espanhol Carlos Velasco Carballo marcou pênalti de Réver em Iajour, que o capitão Moutaouali converteu para marcar o segundo do Raja: bola de um lado, goleiro de outro e 2 a 1 em cima do Galo de Minas.
 
O Atlético ficou desesperado e tentou sem maior organização chegar ao empate. E em contra-ataque, o Raja Casablanca fez 3 a 1 e acabou com o jogo. Nos descontos, Moutaouali entrou livre diante de Victor e tentou um golaço, encobrindo o goleiro atleticano. A bola bateu no travessão e sobrou para Idrissa Coulibaly, que ampliou para 3 a 1. 
 
– A gente procurou dar o melhor de todo mundo, mas infelizmente no segundo tempo a equipe não encaixou – lamentou Diego Tardelli. – A gente pede desculpas ao torcedor, infelizmente foi complicado, difícil – concluiu o atacante.
Adoração a Ronaldinho
 
Após o apito final, uma cena inusitada: jogadores do Raja cercaram Ronaldinho Gaúcho, em reverência ao craque, que foi o melhor do mundo uma vez, em 2005, quando atuava pelo Barcelona. Os atletas marroquinos abraçaram, aplaudiram o brasileiro e levaram as chuteiras dele, além da fita que usa no cabelo, como recordações do confronto.
 
No primeiro tempo, cada um dos times teve duas boas oportunidades de abrir o marcador. O Galo, primeiro. Aos 22 minutos, Jô recebeu cruzamento da esquerda e tentou emendar de carrinho na pequena área, mas não pegou bem na bola e jogou para fora. Aos 32, Fernandinho chutou cruzado, rasteiro, e a bola raspou a trave esquerda do goleiro Khalid Askri. O Raja chegou com muito perigo aos 35, quando Karrouchy emendou de primeira na área e Victor fez ótima defesa, à queima-roupa. E de novo aos 39, quando Moutaouali entrou livre, cara a cara com o goleiro do Galo, e chutou para fora.
 
Eis a ficha  técnica da derrota que titou do Atlético a chance de disputar o título de clubes mundial contra o Bayern de Munique:
 
ATLÉTICO 1 X 3 RAJA CASABLANCA
No Grande Estádio de Marrakesh
No dia18/12/2013, às 17h30 (de Brasília)
Juiz: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Bandeirinhas: Roberto Alonso Fernandez e Juan Carlos Yuste Jimenez
Gols de Iajour aos 5 minutos do segundo temp, Ronaldinho Gaúcho aos 17 minutos do segundo tempo, Moutaouali  aos 38 minutos do segundo tempo cobrando pênalti e de Coulibali aos 45 minutos do segundo tempo.
 
Raja Casablanca– Askri, El Hachimi, Moutaouali, Chtibi (Vivien Mabide) e Oulhaj; Hafidi (Déo Kanda), Iajour (Idrissa Coulibaly), Karrouchy e Benlamalem; Guehi e Erraki. Técnico: Nabil Maaloul.
 
Atlético– Victor, Marcos Rocha (Luan), Léo Silva, Réver e Lucas Candido (Alecsandro); Josué (Leandro Donizete), Pierre e Ronaldinho; Fernandinho, Tardelli e Jô. Técnico;Cuca
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